LEI DA RELATIVIDADE

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

De Penélope para Ulisses


Pra que falar
se você não quer me ouvir
fugir agora não resolve nada
mas não vou chorar
se você quiser partir

às vezes a distância ajuda
e essa tempestade um dia vai acabar

Só quero te lembrar
de quando a gente andava nas estrelas

das horas lindas que vivemos juntos
a gente só queria amar e amar

Agora tenho certeza
que a nossa história não termina agora
pois essa tempestade um dia vai acabar

quando a chuva passar
quando o tempo se abrir
Abre a janela e vê

EU SOU O SOL
EU SOU CÉU E MAR
EU SOU SUA E FIM
E O MEU AMOR É IMENSIDÃO...

Só quero te lembrar
de quando a gente andava nas estrelas
...

QUANDO A CHUVA PASSAR...

sábado, 15 de agosto de 2009

Se eu ainda soubesse
como mudar o mundo;
se eu ainda pudesse
saber um pouco de tudo,

eu voltaria atrás no tempo...

eu não te deixaria preso no passado
e arrumaria um jeito
pra você estar ao meu lado de novo

eu voltaria no tempo

eu voltaria no tempo
pra voltar pra ontem
sem temer o futuro;
de olhar pra hoje,
cheios de orgulho

eu voltaria atrás no tempo

os nossos erros seriam apagados
nossos primeiros desejos ressucitados
e de novo, eu voltaria no tempo

eu não te deixaria desistir tão fácil
e não te negaria nem um abraço
e, de novo,
eu voltaria no tempo...

eu voltaria atrás no tempo

e a gente fez nosso futuro,
quase quebrando o nosso mundo...
...o nosso mundo!...

marcou touca!!!!

Andava tão calma,
dava pra desconfiar...
...levando a minha vida,
sem me preocupar!!!!!

Você pintou
eu tava quieta no meu canto,
curtiu com a minha cara,
foi me provocando, é!!!

achando que eu fosse entrar no teu jogo:
brincar de apaixonar o coração de uma boba
depois tirar o corpo fora...
achando otária, toda aquela que quer te amar...

Baby,
você marcou touca
porque eu sou carne de pescoço:
pra se livrar de mim,
vai ser fogo!!!!!!!!!

pra se livrar de mim,
vai ser fogo!!!!!!

domingo, 9 de agosto de 2009

de Penélope para Ulisses



O teu amor é uma mentira
que minha vaidade quer
e o meu,
poesia de cego...
você não pode ver,
não pode ver que no meu mundo
um troço qualquer morreu
num corte lento e profundo
entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
pra se distrair
e quando acaba,
a gente pensa que ele nunca existiu
te ver não é mais tão bacana
quanto na semana passada
você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
e ficou tudo fora do lugar
café sem açúcar
dança sem par
você podia, ao menos,
me contar
uma história romântica


O nosso amor a gente inventa
pra se distrair
e, quando acaba,
a gente pensa que ele nunca existiu
.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

semana de prova.......... provação

O mundo é grande para os nossos desencontros;
a arte é longa;
vida breve,
FIM.
mas como pode um mar,
assim tão grande,
caber num mundo tão pequeno assim?
...Meu violão não pesa muito
e carrega tantas canções...


Fico pensando se um amor dos grandes
pode habitar pequenos corações?
...Meu sapato carregado de distâncias;
o meu chapéu de sonhos sem fim;
Fico pensando que,
por mais que eu ande,
EU NÃO CONSIGO ME AFASTAR DE MIM!...



Fico pensando
se um amor dos grandes
pode habitar pequenos corações...






*************G. Azevedo

sábado, 31 de janeiro de 2009

às vezes sara amanhã...

Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
C DRUMMOND A

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

eu, outro dia
me lembrei de você,
ouvindo uma canção
que pudesse dizer
como eu
como tuc
omo velhos tratantes
como velhos amigos
como grandes perigos
como grandes amantes
nos poucos instantes de amor
eu outro dia
me esqueci lentamente
ouvindo
a razão na palavra de ordem
corrente

e que eu
e que tudo
e que todos os passos
e que todos beijos

e que os longos abraços
e que os longos desejos
não caiam aos pedaços...
e que eu
e que tu
e que todos os passos
e que todos os beijos
e que os longos abraços
e que os longos desejos
não caiam aos pedaços...
Mas já é tarde demais.



Secos & Molhados
CUIDE-SE BEM

Cuide-se bem,
perigos há por toda parte
e é bem delicado viver...
de uma forma ou de outra
é uma arte,
como tudo...



Cuide-se bem!!
tem mil supresas à espreita
em cada esquina mal iluminada,
em cada rua estreita
do mundo
Cuide-se bem
pra nunca perder esse riso largo
e essa simpatia estampada no rosto!!!



Cuide-se bem
eu quero te ver com saúde
e sempre de bom-humor
e de boa-vontade com tudo...



Cuide-se bem

pra nunca perder esse riso largo...




VOLTA



VOLTA


Quantas noites não durmo

a rolar-me na cama

a sentir tanta coisa

que a gente não sabe explicar quando ama...



O calor das cobertas

não me aquece direito

não há nada no mundo

que possa afastar esse frio do meu peito!



Volta!!!

vem viver outra vez ao meu lado

não consigo dormir sem teus braços,

pois meu corpo está acostumado...



Quantas noites não durmo,

a rolar-me na cama...




Começo de uma insônia "Musical"...

FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA
se um dia meu coração for consultado
para saber se eu tou errada
será difícil negar...
O meu coração tem mania de amor;
amor não é fácil de achar...
as marcas dos meus desenganos
ficou,
ficou!!!!
só um outro amor pode apagar...

porém...há um caso diferente
que marcou num breve tempo
o meu coração para sempre...
(...)
foi um "tsunami" que passou em minha vida
e meu coração se deixou levar!!!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

simplesmente INSÔNIA

Insônia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir
.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro
.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos... Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência, Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto...
Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...

Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente.
Mas não durmo.



Fernando Pessoa - Álvaro de Campos

Insônia da Separação

Soneto de separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

Insônia Poética

Soneto do maior amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinícius de Moraes Oxford, 1938

Poética
De manhã escureço
De dia tardo De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço: – Meu tempo é quando.

Nova York, 1950

Soneto do amor total
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Rio de Janeiro, 1951

Dialética
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho lindo
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

Montevidéu, 1960






Dever cumprido. Nunca é vã A palavra de um poeta... – jamais!

sábado, 27 de dezembro de 2008

CUIDADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O que vc come
o que vc bebe
o que vc fuma

o que vc compra
o que vc veste
o que vc usa

com quem vc anda
com quem vc vive
com quem vc fica
com quem vc se envolve

CUIDADO
se não você dança.

com quem vc fala no celular
e a bebedeira?
Cuidado!

CUIDADO
com quem você anda
com quem você vive


Com quem você ama...


__________________________SE NÃO VOCÊ DANÇA.








Cuidado
posso querer te destruir

sábado, 27 de setembro de 2008

Esse cara


Ah! Esse cara tem me consumido,
a mim e a tudo que eu quis,
com seus olhinhos infantis,
com os olhos de um bandido!

Ele está na minha vida porque quer
eu estou para o que der e vier...
Ele chega ao anoitecer;
quando vem a madrugada ele some...
Ele é quem quer.
Ele é o homem...

...e eu sou apenas sua mulher...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

SOL E CHUVA

Não suporto mais brincar de sol e chuva com você
Para o seu dedo, tenho um dedal
para seu conselho, cara de pau
tenho dezembro e tenho janeiro
e se não me engano, tenho fevereiro
se essa vida é um desmantelo
ME MATE
QUE EU SOU MUITO VIVA
VIVA!


( Alceu Valença - Sol e Chuva)
Instalação Guimarães Rosa - MLP - São Paulo 2006
EU FUI!!!!!!



Na primeira manhã que te perdi

acordei mais cansado que sozinho

como um bumba-meu-boi sem capitão


e gemi como geme um arvoredo

como a brisa descendo nas colinas

como quem perde o prumo e desatina

como um boi no meio da multidão


Na segunda manhã que te perdi

era tarde demais pra ser sozinho

cruzei ruas, estradas e caminhos

como um carro correndo em contramão


pelo canto da boca, num sussurro

fiz um canto demente absurdo

o lamento noturno dos viúvos

como um gato gemendo num porão

(Alceu Valença - Na primeira Manhã)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Tento fazer desse lugar o meu lugar
Ao menos por enquanto,
enquanto isso durar...

O que me separa de você agora?

Um avião,
um oceano,
outros planos e muitos enganos?

Por enquanto espero e vou vivendo
apenas fantasio os meus dias aqui.
É! Isso é verdadeiro...
me troco, me arrojo;
ao menos por enquanto,
enquanto isso durar...

Como voltar?
no way...
não sei nem divagar sobre nós...

Como voltar
e esperar o prêmio intenso
de voltar pra mim diferente?

Vou tentar fazer daqui o meu lugar.

(Zélia Duncan - O Meu Lugar)

domingo, 20 de abril de 2008

AGONIA

Agonia
Se fosse resolver
iria te dizer:
"Foi minha agonia!!"
Se eu tentasse entender
por mais que eu me esforçasse
eu não conseguiria...
E, aqui, no coração,
eu sei que vou morrer
um pouco a cada dia...
E SEM QUE SE PERCEBA
A GENTE SE ENCONTRA
PRA OUTRA FOLIA... (?)
Eu vou pensar que é festa:
vou dançar, cantar;
É minha garantia..
E vou contagiar
diversos corações
com minha euforia...
E a amargura e o tempo
vão deixar meu corpo,
minha alma vazia...
...MAS, SEM QUE SE PERCEBA,
A GENTE SE ENCONTRA
PRA OUTRA FOLIA... (???)
Se fosse resolver
iria te dizer:
"Foi minha agonia!"
Se fosse resolver...
(- O. Montenegro)

terça-feira, 25 de março de 2008

Pra Quê???????

Pra que sofrer com despedida,
se quem parte não leva
nem a dor nem as trevas?
E quem fica
não se esquece
de tudo que sonhou?
I know!!!
tudo é tão simples que cabe num cartão postal
e se a história é de amor não pode acabar mal...

O adeus traz a esperança escondida
Pra que sofrer
com despedida
se só vai quem chegou
e quem vem, vai partir??....
você sofre, se lamenta,
depois vai dormir....

Alguém quando parte
é porque outro alguém vai chegar
num raio de lua, no vento ou no mar...
Pra que querer ensinar a vida?
Pra que sofrer???
Sofrer com despedida..................
*****************************magnífico CaZuZa
Cartão Postal

Eu, Macunaíma

***AI, QUE PREGUIIIIÇA!!!!

Escreve, que eu te leio!!

Reclamações, sugestões, críticas, xingamentos, elogios? Escreve, que eu te leio, filho(a)! e-mail