LEI DA RELATIVIDADE

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
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domingo, 19 de setembro de 2010

O caso da Borboleta Atíria




Livro Lindo, Lindo, da Coleção Vagalume!!!

AAAhh! que saudade daqueles tempos!!!

Se quiser saber mais: clique AQUI
e o livro, tem AQUI

segunda-feira, 28 de julho de 2008




338. consciência de troca:


Certo homem pode ser a consciência de um outro e isso é particularmente importante quando o outro não tem nenhuma.






( Nietzsche, Friedrich. Aurora. trd. Antônio Carlos Braga. Editora Escala. p.196)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Relendo e apreendendo...


"Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta, então, a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando coisas que se proibiram a si mesmas(...)"
"É no cérebro, e somente no cérebro, que os grandes pecados do mundo são cometidos."
(Oscar Wilde)
(estou a reler Wilde... Não resisti e tive que postar alguns de seus "aforismos" ...)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Descortinando...

"Àquilo a que chamam lealdade e fidelidade, chamo eu letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade está para a vida emocional assim como a coerência está para a vida do intelecto; quer dizer, uma simples confissão de fracassos. Ah, fidelidade! Ainda a vou analisar um dia destes. Existe nela a paixão pela posse. Há muitas coisas que atiraríamos fora, se não receássemos que os outros as pudessem apanhar..."
(Oscar Wilde. O Retrato de Dorian Gray)

sábado, 28 de julho de 2007

Querido Diário


"22 de agosto

Que desgraça, Wilhelm!
Perdi toda minha capacidade de criação, a qual cedeu lugar a um misto de indolência e agitação. Não posso ficar ocioso e, no entanto, nada posso fazer. Não tenho mais imaginação, nem sensibilidade pela natureza e os livros só me inspiram tédio. Tudo nos falta quando faltamos a nós próprios. Juro que, por mais de uma vez, desejei ser um simples trabalhador do campo; assim ao despertar, teria uma perspectiva para o dia que começa, uma necessidade que me impelisse e uma esperança."

(Goethe. Os Sofrimentos do Jovem Werther. trad. Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 54-55)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

aí malandragem! maloca o flagrante!

Já era, amizade!!!
Quem apertou, queimou, já está feito.
Se não tiver a prova do flagrante,
nos autos do inquérito fica sem efeito...
Olha aí: quem pergunta quer sempre a resposta
e quem tem boca responde o que quer...
*******Bezerra da Silva
EU AINDA VOU
FAZER DIREITO... (VOU?!? eheh!)
Iniciei hoje a revisão de mais um livro de
Direito Penal (desse autor, é o terceiro)
Vou trabalhar...
bjs, bjs
FUI!

Querido diário...

"Mesmo dia, à noite
O meu diário que pus de lado há algum tempo, veio parar hoje em minhas mãos.
Fiquei assombrado ao verificar que foi conscientemente que avancei, passo a passo, por esse caminho; que vi sempre com muita clareza a minha situação e contudo, ainda assim, agi como uma criança. Ainda agora vejo tudo claramente, sem que haja até aqui nenhum indício de que venha emendar-me."
(Goethe. Os Sofrimentos do Jovem Werther. trad. Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 46)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

é assim...



"Pensar incomoda como andar à chuva

Quando o vento cresce e parece que chove mais."


(Poemas Completos - Alberto Caeiro)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Fragmentos de um discurso amoroso...


"'Estou apaixonado? - sim, pois espero.' O outro não espera nunca. Às vezes, quero representar aquele que espera; tento me ocupar em outro lugar, chegar atrasado; mas nesse jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamorado não é outra senão: sou aquele que espera."

(BARTHES,Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1981. p.15)

domingo, 24 de junho de 2007

Tecelagem discursiva


"A análise crítica, de fato, pretende ir mais fundo, sendo basicamente a procura dos elementos responsáveis pelo aspecto e o significado da obra, unificados para formar um todo indissolúvel, do qual se pode dizer, como Fausto do Macrocosmos, que tudo é tecido num conjunto, cada coisa vive e atua sobre a outra."

(MELLO E SOUZA, Antonio Cândido. Literatura e Sociedade.8ed. São Paulo: T.A. Queiroz, 2000; PubliFolha, 2000. p. 7 (Col. Grandes Nomes do Pensamento Brasileiro. Folha de São Paulo)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O NARIZ ... (cont)

(...) Azora se derramou em inventivas tão longas, explodiu em recriminações tão violentas, que essa ostentação de virtude não agradou a Zadig.

Ele tinha um amigo chamado Cador, que era um desses jovens a quem sua mulher atribuía mais probidade e mérito que aos outros: Zadig, então, fez dele seu confidente e se assegurou, como podia, de sua fidelidade, dando-lhe um valioso presente.

Azora, que passara dois dias no campo em casa de uma amiga, voltou pra casa no terceiro dia. Criados em prantos lhe anunciaram que o marido morrera subitamente naquela noite e que não tinham tido coragem de levar-lhe essa infausta notícia, mas acabavam de sepultá-lo no túmulo de seus pais, no fundo do quintal. Ela chorou, arrancou os cabelos e jurou morrer. À noite, Cador confessou que o amigo deixara-lhe a maior parte de sua fortuna e deu a entender que a maior ventura, para ele, seria compartilhá-la junto com ela. A mulher chorou, irritou-se e se acalmou; o jantar foi mais demorado que o almoço; falaram com mais confiança. Azora fez o elogio do defunto, mas confessou que Zadig tinha alguns defeitos dos quais Cador estava isento.

No meio do jantar, Cador se queixou de uma dor violenta no baço; a jovem viúva, inquieta e solícita, mandou trazer todas as essências com que se perfumava, a fim de saber se alguma não haveria de servir para a dor no baço; lamentou muito que o grande Hermes não estivesse mais em Babilônia; dignou-se até a tocar o lado onde Cador sentia dores tão agudas.

- Estás sujeito seguidamente aos ataques dessa cruel doença? - perguntou ela, cheia de compaixão.

- Leva-me, às vezes, à beira do túmulo - respondeu Cador. Só há um remédio que me dá alívio: é aplicar no local o nariz de um homem falecido na véspera.

- Estranho remédio! - disse Azora.

- Não mais estranho - respondeu - que os saquinhos do senhor Arnou contra apoplexia.

A esta razão, juntamente com os extraordinários méritos do jovem, a mulher finalmente se convenceu.

"Em todo caso - pensou ela - quando o meu marido, na ponte de Tchinavar, passar do mundo de ontem para o de amanhã, será que o anjo Asrael deixará de lhe dar passagem, só porque seu nariz vai ser um pouco menos longo na segunda vida que na primeira?"

Tomou, pois, uma navalha, foi ao túmulo do esposo, regou-o de lágrimas e se aproximou para cortar o nariz de Zadig, que encontrou estendido na tumba. Zadig se ergueu, defendendo o nariz com uma das mãos e detendo a navalha com a outra.

- Senhora - disse ele - não xingues mais tanto assim a viúva Cosru: o projeto de cortar-me o nariz é igualzinho àquele de desviar o riacho.

(ZADIG OU O DESTINO - VOLTAIRE. Trad. Antônio Geraldo da Silva. São Paulo: Escala, s/d.)

terça-feira, 12 de junho de 2007

Zadig ou O Destino

O Nariz
Um dia, Azora voltou de um passeio muito encolerizada e deixando escapar grandes exclamações.
- Que tens, minha querida esposa? Quem pode te deixar assim, fora de ti mesma? - Perguntou ele.
- Ah! Ficarias como eu - respondeu - se visses o espetáculo de que acabo de ser testemunha. Fui confortar a jovem viúva de Cosru, que há dois dias erigiu um túmulo para seu jovem esposo, junto ao riacho que banha essas pradarias. Em sua dor, prometeu aos deuses que ficaria junto do túmulo enquanto as águas desse riacho corressem ao lado.
- Pois bem! - Disse Zadig - Aí está uma mulher honrada que amava verdadeiramente seu marido!
- Ah! - Replicou Azora - Se soubesses que se ocupava quando fui visitá-la!...
- Em que, minha bela Azora?
- Ela estava mandando desviar o riacho.
(...)
(o texto ainda continua, mas, por hoje, paro por aqui)
(ZADIG OU O DESTINO - VOLTAIRE. Trad. Antônio Geraldo da Silva. São Paulo: Escala, s/d.)

Ubi societas, ibi jus (?!) *

* Onde houver sociedade, haverá direito.

"Que toda lei seja clara, uniforme e precisa;

interpretá-la é, quase sempre, corrompê-la." (Voltaire)


"As leis não cumpridas são inúteis; mal cumpridas são perigosas."(Chateaubriand)





"SIC: Expressão latina que significa 'assim como está'. Serve para escusar de erro quem se acha obrigado a transcrever textos de outrem, nos quais aparecem lapsos ou equívocos.(...)"



trechos retirados de:

ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Etimologias e expressões pitorescas. São Paulo: Ícone,1994.


Eu, Macunaíma

***AI, QUE PREGUIIIIÇA!!!!

Escreve, que eu te leio!!

Reclamações, sugestões, críticas, xingamentos, elogios? Escreve, que eu te leio, filho(a)! e-mail